coming out
Posted in on 23:53 by Tita XanaNão é justo
Posted in on 12:43 by Tita XanaAo menos, depois do jantar e com 1 Migralgine no papo fui ver este senhor:
:)))))
Deambular
Posted in on 18:03 by catarinaE eu órfã dessa luz da manhã, a vaguear pelo crepúsculo, a contornar Alfama e a desaguar perto da Sé, para encher a barriga de bolos e aquecer o corpo com os olhos no rio cor de laranja.
Aquiles
Posted in on 14:48 by catarinaque tantas desgraças trouxe aos Aqueus e fez baixar ao Hades
muitas almas de destemidos heróis, dando-os a eles mesmos
em repasto aos cães e a todas as aves de rapina: cumpriu-se
o desígnio de Zeus, em razão da contenda, que, desde o início,
lançou em discórdia o Atrida, príncipe dos guerreiros,
e o divino Aquiles».
Homero, Ilíada
Aquiles é o meu herói grego preferido. Insiste em ser homem e não herói. Morre por ser semi-deus. Recusa-se a entrar na Guerra de Tróia por despeito e ciúme. Acaba por combater por mágoa e vingança. Nunca simpatizei nem com o Ulisses nem com o Eneias. Ulisses dos mil ardis deixa Penélope sozinha a aborrecer-se a fiar e desfiar anos a fio. É manipulador e calculista. É tão frígido que não enlouquece com as sereias. E o Eneias abandona a Dido para ir fundar uma cidade e salvar o pai do Inferno. A Dido que morreu por ele. Sempre achei uma estupidez preferir as causas nobres ao amor. Os heróis e os deuses são sempre cruéis e desumanos. Gosto dos semi-deuses e semi-heróis. Têm pêlo na venta e sabem que não são perfeitos.
Calhau épico
Posted in on 14:15 by catarinaAndo-me a lembrar que sou um calhau épico.Nunca me consegui conformar com isso. Isso e não ficar bem de azul.
Encore la Lettre à D.
Posted in on 23:10 by Tita Xana
extraits"...pour ne pas te perdre, il me fallait choisir : soit vivre sans toi selon mes principes abstraits, soit me dégager de ces principes pour vivre avec toi..."
André Gorz
Frida
Posted in on 11:28 by Tita XanaSalma Hayek and Ashley Judd dancing,
Lila Downs singing Alcoba Azul
Choro
Posted in on 10:38 by Tita Xana
lembrei-me das raras vezes em que choro. Ja chorei mais. Agora não. Ja estive neste estado
vermelha, chorona, concentrando em mim toda a melancolia das saudades, inchada e disforme.Agora deixei-me disso.
Não deixa de ser arte, talvez, voltar a olhar para esta imagem e ver um estado de espírito, mais do que um reflexo.
Que em vez de me prender a historias do passado, me solta, me relembra que sou humana e capaz de sentir coisas, que posso transgredir para além do frio estádio da indiferença.
Livros de bolso
Posted in on 23:07 by Tita XanaRessurgimento tímido, sem garra, na opinião de alguns. Ressurgimento ousado, para outros.
Uma coisa ou outra, a verdade é que, isoladamente ou em grupo, várias editoras deitaram mão recentemente à criação de novas colecções literárias de bolso: a Leya lançou a BIS, a Bertrand a 11/17 e o trio Assírio & Alvim, Cotovia e Relógio d'Água a Biblioteca Independente (BI). A Leya, há dias, anunciou mesmo a colocação dos livros da sua colecção à venda em máquinas automáticas, para já em Lisboa.
É um ressurgimento que ocorre em «ambiente mental» pouco propiciatório: há em Portugal a ideia feita de que o formato «não se dá», não liga, com o ADN do leitor português.
Ideia feita mas sem qualquer fundamentação histórica, sociológica, cultural ou outra, se se tiver em conta a abundância das colecções de bolso existentes antes do 25 de Abril.
Abertas à poesia, à ficção, ao teatro e ao ensaio de autores nacionais e estrangeiros, fizeram história, entre outras, a Miniatura (Livros do Brasil), Cadernos de Poesia (Dom Quixote), Argonauta e Vampiro (Livros do Brasil), Teatro (Centelha), Colecção Três Abelhas (Europa-América), O Livro de Bolso (Portugália), Cadernos D. Quixote (Dom Quixote), Colecção Horizonte (Livros Horizonte), Colecção forma (Editorial Presença), Colecção de Bolso da RTP.
A Miniatura, a Livro de Bolso, as Três Abelhas e os Cadernos de Poesia, por exemplo, deram à estampa, em primeira edição, alguns dos nomes maiores do romance, do teatro e da poesia de Portugal e do mundo. Tudo ao contrário do que agora acontece: nenhuma estatística - se a houvesse - assinalaria hoje a publicação de inéditos neste formato.
Ditam esta «variação» os custos de produção e os direitos de autor, mais elevados agora. Aos escritores não agrada nem interessa a perspectiva de um original seu ser publicado em pequeno formato antes de o ser em edição normal.
O livreiro Joaquim Carneiro, um rosto já há muitos anos familiar aos frequentadores da Livraria Portugal, em Lisboa, lembra-se bem do acolhimento que, em seu tempo, tiveram as colecções de bolso, em particular as das Três Abelhas, da Miniatura, da Colecção da RTP. «Vendiam-se enormemente»,conta.
Tem sobre este formato ideias bem definidas. Pensa, por exemplo, que um livro de bolso precisa, para ser lançado, de uma estratégia diferente da que se adopta no caso de um livro de edição normal. E mais: «se um livro de ficção não vende em edição normal, não vale a pena vendê-lo em edição de bolso».
Vendedor de livros, Joaquim Carneiro é pragmático: «A margem dos livros é de 30 por cento. Se eu tenho um livro de 20 euros, fico com 30 por cento. Mas, se vendo um livro de oito euros... ele ocupa-me o mesmo espaço e não rende. Ora eu tenho de rentabilizar o meu espaço».
Há casos excepcionais, no entanto. O livreiro está seguro de que um livro de bolso lançado com uma boa estratégia a apoiá-lo, bem publicitado, de um bom autor, tem «meio caminho» assegurado para vender bem
É também o que pensa Nelson de Matos, durante muitos anos responsável editorial nas Publicações Dom Quixote.
O hoje proprietário de uma edição com o seu próprio nome conhece bem o mecanismo das edições de bolso, as de antes e as do pós-25 de Abril, e não tem dúvidas:«As tiragens viabilizavam-se com números menores. Os custos de fabrico eram bastantes baixos, permitiam fazer o livro de bolso».
Ocorre-lhe, de antes do 25 de Abril, o caso da colecção de bolso da RTP, que «tinha uma editora que a produzia e a televisão que a promovia de forma muito acentuada».
«Mas mesmo posteriormente - assinala - já houve e há colecções de bolso que se viabilizaram. Recordo-me da Europa-América, com uma colecção de centenas ou mesmo milhares de títulos. E a Dom Quixote feita por mim teve uma colecção de bolso de bastante dignidade».
Quando hoje se fala de «insucesso do livro de bolso», o veterano editor está em crer que há pormenores importantes que não são tomados em consideração. «Na minha ideia - argumenta - o insucesso não é devido a que as pessoas não gostam de ter ou ler livros de bolso. A razão é que o livro de bolso tem uma técnica especial, não é para produzir nem distribuir, nem comercializar, nem promover da mesma maneira que um livro normal».
Lusa / SOL
Há muito que me interrogava porque é que não existiam mais edições de bolso em Portugal. Qual é a razão para alguém gastar 20 e tal euros no Código Da Vinci em tamanho grande, quando poderia optar por um 10x18cm a 6 ou 7 euros? Senhor Joaquim Carneiro, é com esta lógica que o livro se venderia mais, as pessoas leriam mais, os livros poderiam circular mais livremente. Faço parte do movimento Bookcrossing.com, e não é por acaso que a maioria dos livros que "solto" são edições de bolso, que não me custaram os olhos da cara, não representam um grande esforço financeiro que me possa prender posteriormente ao objecto (sim, sou calculista). Também terá que me explicar, senhor Joaquim Carneiro, como é que um livro de bolso ocupa o mesmo espaço do que um livro de tamanho dito normal nas prateleiras da sua livraria.
E não me venham com tretas de "ah e tal, mas as letras são tão pequeninas que até dão dores de cabeça", se for uma boa edição não será muito diferente de ler certos artigos de jornal. E um livro pequenino cabe em qualquer lado, basta relembrar o quanto charme tem um livro de bolso enfiado no bolso de um casaco comprido de um qualquer gajo com ar alunado no metro. é todo um outro cenário...
Parabéns!!!
Posted in on 14:32 by catarinaódios que andam por aí...
Posted in on 16:30 by catarinaA pior coisa que a Maitê Proença fez não foi ofender os portugueses com a sua ignorância de menina rica que cospe nos Jerónimos e manda vir com os empregados do hotel de 5 estrelas por eles não lhe resolverem a tremenda ignorância que ela transporta. O pior é que ela conseguiu alimentar ainda mais o ódio entre portugueses e brasileiros, um ódio assustador que tem vindo a crescer com esta última vaga de emigração. Ora eu sei que vivo num país com tendência a ódios e paixões xenófobas, onde é permitido que partidos como o PNR se candidatem. E eu sei o que é ser emigrante e além de andar exausta de trabalho ter de ouvir os meus patrões fazerem piadas e sugerirem que eu regresse ao meu país para além das instituições públicas, desde a segurança social à repartição de finanças, à bolangerie onde comprava o pão. Tive vários empregos de merda em Portugal. A maioria das vezes tinha colegas brasileiros. Eram os que trabalhavam mais e com mais alegria. Eram os que viviam pior. Sinto imensa raiva quando oiço os brasileiros serem tratados por putas e ladrões, porque me lembro sempre de ter sido emigrante também e de já em França ter amigos brasileiros que se matavam a trabalhar. E depois há cretinas, burras que dormem em hotéis de 5 estrelas, que a partir de um número de porta decidem tratar os portugueses de atrasados mentais, dizendo-se simultaneamente portuguesa e brasileira quando não percebe puto do que é uma ou outra cultura. E quando não merece nenhuma delas.
Fish Tank
Posted in on 21:03 by Tita Xana
Um dos filmes mais brutais que vi ultimamente...
...com uma das bandas sonoras mais brutais que ouvi ultimamente
Lettre à D.
Posted in on 15:54 by Tita XanaAndré Gorz.
Lettre à D. é o meu livro. Aquele que vou ler e reler o resto da vida.
Sem pachorra
Posted in on 21:59 by catarinaE depois, a história do Polanski. Tudo a defender o coitadinho. A alegarem em sua defesa, os infames, que a menina de 13 anos que ele drogou e violou já tem 30 e já o perdoou. Que têm eles a ver com isso? Desde quando ser ou não perdoado pela vítima e ter um Óscar é atestado com carimbo para andar por aí impune.






